
Assim eu quero o último suspiro:
Soprar fúria; raiva de amor tremente
Como quem solta ao ar, e apanha ausente
De escuridão, a luz que lhe confiro...
Assim quero explodir tudo que inspiro:
Forçar-me a boca morta e ineloquente
Tossir de paixão louca e efervescente
Ouvir o amor no som que vier dos cílios
Piscar, quando os abrir na sua frente
E assim lhe eternizar; fotografia!...
Prendê-la à mente num último flash
E quando vir o meu cílio palente
Saber que lhe fui, d’olhos, poesia
Que no meu ciclo a amei... e agora o fecho...
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