Lá fora a chuva tenra nos ninava.
Em nosso leito, mais de ti sentia
O teu sorriso, a tua alegria!
Adormecias. Teu sonho eu sonhava.
Sonhava! E em teu cabelo agrisalhava
O negro jovial que amei um dia,
Lembrava que fitando-te eu sorria,
E quanto mais sorrindo, eu te lembrava...
Tudo passou! Mas quando a chuva canta
Mesmo que solitário no meu leito
Uma lembrança indene se agiganta:
O meu sorriso mágico e um nino;
A alvura das madeixas no meu peito;
O dia cinza. O amor. Tu... e um menino...
Bom mesmo são os dias cinzas porque podemos lhes emprestar nossa própria cor...
ResponderExcluirSempre que passo por aqui passo com a certeza de encontrar as mesmas simplicidade e sinceridade que encontramos quando andamos por vizinhanças conhecidas.